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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Colheita mecanizada reduz emissões de CO2 em SP

A redução de queima da palha da cana e a co-geração de energia nas usinas do Estado de São Paulo, além da recuperação de matas ciliares,  evitarão que 62,5 milhões de toneladas de dióxido carbônico (CO2) sejam emitidas na atmosfera até 2017. A cifra foi anunciada nesta quinta-feira (26/11), em São Paulo, quando foram revelados os resultados do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, em evento organizado pelas secretarias do Meio Ambiente, Agricultura e a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). 

O Protocolo Agroambiental estabelece uma série de compromissos e diretivas técnicas relacionadas às indústrias sucroenergéticas do Estado.  Uma delas refere-se à antecipação legal do fim da colheita de cana com o uso de fogo até 2014 (para área mecanizáveis) e 2017 (para áreas não mecanizáveis). “Transformamos fumaça e fuligem em energia verde. Os cálculos que apresentamos no Protocolo são de grande importância, o fim da queima da palha da cana contribuirá imensamente para o índice de redução das emissões que o Brasil apresentará na COP-15, na Dinamarca. Mostramos à sociedade os benefícios que essa iniciativa representa ao longo de seus dois anos de vigência, não apenas para São Paulo, mas para toda a sociedade brasileira”, observou Marcos Jank, presidente da UNICA.

Em sua apresentação durante o evento, o presidente da UNICA disse que 85% dos produtores do Estado já se comprometeram a cumprir as metas agroambientais fixadas no Protocolo. E que o total de área mecanizada no Estado saltou de 34,1% em 2007, para estimados 53,8% na safra 2009-2010. Isto significa que mais da metade da colheita já é realizada sem a queima da cana. Segundo o Secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano: “O pacto mostra a importância do uso de energias renováveis; incentiva a criação de uma economia verde que requer perfis profissionais diferenciados; demonstra de forma muito clara a importância  de se ter um Estado ativo, em busca do desenvolvimento sustentável”. Graziano destacou que o setor sucroenergético percebeu a importância da agenda ambiental para impulsionar o seu próprio desenvolvimento econômico, contribuindo também para a conservação do planeta.



Terra
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