Campo Grande, Mato Grosso do Sul

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Trio se arrepende de vídeo com sucuri, mas é multado pela Polícia Ambiental

A PMA (Polícia Militar Ambiental) multou, no início da tarde de hoje, o trio que perseguiu uma sucuri e filmou toda a ação no Rio Santa Maria, em Maracaju, a 160 quilômetros de Campo Grande. A multa aplicada foi de R$ 1,5 mil para cada um dos três envolvidos na situação, que vão sofrer, ainda, processo por crime ambiental, segundo informou o advogado do grupo.


Diante da autuação, as três pessoas poderão recorrer administrativamente ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), que define o valor final. O processo criminal corre na Polícia Civil, que conforme a PMA informou, neste caso analisará o vídeo. A pena prevista pode chegar a um ano e meio de detenção, normalmente convertido em prestação de serviços à comunidade.

De acordo com a legislação, é crime matar, caçar, apanhar ou perseguir espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. O major da PMA, Edmilson Queiroz, afirma que casos desse tipo servem de alerta para que a população perceba que é crime mexer com animais dessa forma. 

Sem maldade - Para o advogado responsável pela defesa dos envolvidos, Amilton Ferreira de Almeida, não houve crime. "As imagens mostram que eles não tiveram intenção de praticar crime. Para ser crime, tem que haver a vontade livre e consciente da conduta criminosa", defende.

"Eles queriam mostrar como é a natureza, mostrar para todos como é o comportamento do animal, mas não tiveram maldade. Houve culpa, sim, negligência e imprudência, mas não dolo", completa. Segundo o advogado, o trio está muito arrependido porque eles não tinham ideia de que o vídeo geraria tal repercussão. "Eles queriam que dessem repercussão positiva, mas não negativa", afirma.

Segundo o major, em janeiro do ano passado três homens foram multados e autuados em um caso parecido, quando também perseguiram animal silvestre e registraram em vídeo.

Para o major, atitudes assim são imprudentes e desnecessárias. "Lugar de bicho é quieto no lugar dele, e lugar de ser humano é quieto no lugar dele, cada um exercendo seu papel na natureza", afirma. "Mesmo que o juiz não dê uma pena pesada ao casal, mesmo que decida por uma pena alternativa, isso deve servir para que as pessoas não exponham animais a isso como se fosse uma coisa bonita. Essa é uma atitude desnecessária, é desnecessário tentar se promover à custa do animal", finaliza.


Ontem, o Campo Grande News conversou com duas pessoas que estavam no barco, uma mulher identificada como Sirlei Oliveira, e Rodrigo de Miranda Santos, que chegou, durante o vídeo, a segurar o rabo da cobra e impedi-la de seguir o curso no rio. O animal estava com a barriga cheia, por ter comido, segundo o grupo, uma capivara. Estava no barco, ainda, o marido de Sirlei, identificado como Betinho Borges.

Caso - O vídeo foi publicado na rede social Facebook e divulgado na noite de terça-feira. As imagens mostram as três pessoas perseguindo uma cobra sucuri de cinco metros, aproximadamente, no último domingo (14). O vídeo foi postado na página de Sirlei e de Betinho, mas foi removido logo depois que foi feito contato pela reportagem.

Apesar disso, o vídeo continua circulando pelas redes sociais. Em uma das publicações, feita ontem pela manhã, o número de compartilhamentos já ultrapassava 18 mil.

Campo Grande News

sábado, 6 de setembro de 2014

PMA fecha olaria que destruía mata ciliar para retirada de argila

Mata ciliar foi destruída em fazenda de Angélica. (Foto: Divulgação/PMA)
A PMA (Polícia Militar Ambiental) fechou uma olaria que funcionava de forma irregular em Angélica, a 263 km de Campo Grande, e aplicou multa de R$ 9.500.

O fazendeiro, de 49 aos, que era proprietário da olaria, também havia destruído área de um hectare de matas ciliares do córrego São João para a retirada da argila. No local, foram apreendidos 300 tijolos fabricados.

O domo da fazenda responderá por crime de funcionar atividade potencialmente poluidora sem autorização, que prevê pena de três meses a um ano de detenção, e por destruir área de preservação permanente, que prevê pena de um a três anos de detenção.

Campo Grande News

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Vazão lenta da última cheia atinge índice histórico no Pantanal

A situação anormal de agora deixa os pantaneiros apreensivos

Antes aliviados, produtores rurais agora já se preocupam
com a duração da cheia  
(Foto: Silvio Andrade)
O complexo sistema hidrológico do Pantanal, intercalado por ciclos de cheia e seca, passa por um período inusitada em mais de um século de acompanhamento e registro de níveis do Rio Paraguai e seus tributários: depois de uma enchente considerada normal, cujo pico foi em junho, na régua de Ladário, a planície continua inundada em agosto, mês de ocorrência de grandes incêndios na região.


A lenta vazão destas águas acumuladas desde o início do ano pelas chuvas intensas na planície e cabeceiras do Rio Paraguai e afluentes, em Mato Grosso, já estava prevista pelo monitoramento feito pela Embrapa Pantanal. 

No entanto, o bioma ainda se mantém como uma esponja encharcada, reduzindo em menos de um centímetro diário, em alguns pontos, o volume de água armazenado em seis meses.

À complexa combinação das contribuições pluviométricas dos dez diferentes pantanais no mesmo ecossistema, cujas lagoas e baías funcionam como reguladores de vazão, acrescenta-se ainda a baixa declividade da planície, de aproximadamente 40 cm/km, de leste a oeste, e de 2 cm/km, de norte a sul. Durante as maiores cheias, alaga-se uma área de aproximadamente 30.000 km². 

Em alerta

A situação anormal de agora deixa os pantaneiros apreensivos: a área de pasto foi reduzida, o gado está magro e essa água pode manter-se até o novo período de chuvas, que começa em novembro.

“É uma água comprida, demorada; ela se espalhou mais este ano”, resume o pecuarista Emílio César Miranda de Barros, que tem propriedade na subregião do Paiaguás (norte de Corumbá). 

A influência de inundação se observa ao transitar pela rodovia BR 262, que corta o Pantanal de Miranda a Corumbá. Os campos estão alagados, contrastando com a floração dos ipês roxo e amarelo. Nesta época de estiagem é comum a presença do fogo nas margens da rodovia, contudo Corumbá está fora do mapa de queimadas em agosto, depois de liderar a incidência de focos em anos anteriores, situação amenizada pela cheia.

A concentração de água inclui o leito dos principais rios. O Paraguai ainda transborda, inundando casas de ribeirinhos nas proximidades de Corumbá e Ladário, onde a régua da Marinha registrava, ontem, 4,66 metros. Em Porto Esperança, está a 1,10 metro acima do nível registrado no mesmo período de 2013, ano de pequena cheia. Aquidauana e Miranda também acumulam mais água.

Nabileque

Na régua centenária de Ladário, ponto de maior vazão do Rio Paraguai, o volume de água baixou 79 centímetros desde o pico da cheia deste ano (5,42 metros), em 13 de junho. Em 2011, quando ocorreu uma das maiores enchentes, atingindo 5,62 metros na mesma régua, o nível do rio baixou mais rapidamente: 1,40 metro em 80 dias. No ano passado, a vazão foi de 2,89 metros no mesmo período.

Na régua de Bela Vista do Norte, divisa de Mato Grosso do Sul com Mato Grosso, de baixa declividade e morraria, o Paraguai subiu 6,30 metros em 20 de junho e baixou apenas 1,28 metro em 98 dias. Na cheia de 2011, o nível do rio reduziu-se em 2,08 metros em 102 dias. Em Cáceres (MT), o nível do rio é 1,48 metro inferior à redução (4,12 metros) registrada em 2011, em 165 dias.

A lenta vazão se manifesta mais claramente na subregião do Nabileque, ao sul, entre o distrito de Porto Esperança (Corumbá) e Porto Murtinho, região que absorve a água dos afluentes Miranda, Aquidauana, Taquari, Negro e Abobral. A régua em Murtinho, influenciada também pelas chuvas na Bolívia e no Paraguai, reduziu-se apenas 24 centímetros desde o pico da cheia, que foi de 7,16 metros, no dia 20 de junho.

Correio do Estado

CAMPO GRANDE: Com tempo seco e calor, incêndios assustam e prejudicam o trânsito

(Foto: Marcelo Victor)
Um incêndio, que atingiu quatro terrenos no início da tarde de hoje (2), assustou moradores do Jardim Colúmbia, na saída para Cuiabá. Em outro caso, o fogo em um terreno baldio, que começou há pouco, prejudica a visibilidade dos motoristas e eleva o risco de acidente de trânsito na Avenida Hiroshima, no Bairro Carandá Bosque.

O tempo seco e o forte calor são propício a propagação do fogo na Capital. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a umidade relativa do ar está em 35% na cidade, bem abaixo do ideal, que seria 60%. Já a temperatura está em 33,8º

No primeiro caso, por volta das 13h30, o fogo começou em um terreno baldio localizado na Rua Pindaré, entre a Rua Imbira e a Avenida Tarumã, e assustou os moradores do Jardim Colúmbia. A dona de casa Daniela Cristiane da Silva Oliveira, 27 anos, contou que o fogo começou e se propagou muito rápid. Ao sentir o cheiro de queimado, ela já ouviu o barulho das labaredas.

Ela temia os efeitos da fumaça e do clima seco no filho de nove meses. A dona de casa ligou para o Corpo de Bombeiros e fechou toda a residência. “Qualquer coisa dá início ao fogo”, comentou.

A dona de casa Maria Augusta dos Santos, 28, estava no ponto de ônibus com os três filhos – de um ano e seis meses, de 6 e 8 anos – quando viu o fogo atingir o terreno baldio. A maior preocupação era com a saúde do filho de seis anos, que tem bronquite. Ela lamentou-se de não ter conseguido ficar em outro lugar esperando o ônibus e foi obrigada a aguentar a fumaça.

Já a auxiliar de produção Aparecida de Souza, 40, ficou frustrada porque foi obrigada a limpar a casa de novo após voltar do trabalho. Ela disse que o fogo agrava os efeitos do tempo seco sobre a saúde das pessoas.

Trânsito – Já na Avenida Hiroshima, também na saída para Cuiabá, o fogo causou uma grande cortina de fumaça, que prejudicava o trânsito de veículos na via, que liga os bairros da região norte ao Parque dos Poderes e ao Centro.

O fogo começou um terreno ao lado da 3ª Delegacia da Polícia Civil.

Campo Grande News

China compra menos soja em grãos e exportação cai 17% em julho


Foto: Internet
A exportação de soja de Mato Grosso do Sul em julho caiu 17% em relação ao mesmo mês do ano passado. No último mês, o volume do grão exportado pelo Estado foi de 258,5 mil toneladas, enquanto em julho de 2013 foram exportadas mais de 300 mil toneladas, segundo dados divulgados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Análise dos resultados levantados pela secretaria mostram que as negociações de soja entre o Estado e o mercado exterior são instáveis nos meses de julho, na comparação dos últimos cinco anos. Julho de 2012 teve o menor volume de soja exportado, foram pouco mais de 100 mil toneladas. No mesmo mês de 2013, a exportação deu um salto para mais de 300 mil toneladas, sendo este o melhor mês de julho do histórico dos últimos cinco anos.

Houve queda também na receita da exportação do grão. A receita foi 21% menor, ficando em US$ 132 milhões de dólares em julho. Já em todo o Brasil a exportação da soja em grãos de julho cresceu 6% em relação ao mesmo período de 2013, sendo exportadas 6 milhões de toneladas no último mês. A receita nacional alcançou US$ 3,1 bilhões de dólares, crescimento de 3% em relação ao verificado em julho do ano passado. 

Importadores - No mês passado, o principal comprador da soja em grãos sul-mato-grossense foi a China, responsável por 55,9% do total de exportações, mais de 144,6 mil toneladas. Embora a China se mantenha como a maior compradora, segundo a Secex, esta é a primeira vez, desde novembro do ano passado, que o volume importado por esse país fica abaixo de 60% do total.

O segundo maior país importador de soja em grãos de Mato Grosso do Sul, em julho, foi a Holanda, que importou 19,2 do total exportado pelo Estado. Os demais países que negociaram com os produtores sul-mato-grossenses, neste último mês, foram Taiwan (11%), Coréia do Sul (3,5) e Tailândia (3%).

O porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, foi o local com maior volume de saída da soja exportada pelo Estado, responsável por 50% do total. Em seguida, está o porto de Santos, em São Paulo, por onde saiu 30% da soja exportada por Mato Grosso do Sul.

Fonte: Campo Grande News

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Nova série na TV por assinatura retratará sub-regiões do Pantanal

A produção percorrerá Mato Grosso do Sul e Mato Grossso, destacando aspectos geográficos, humanos e culturais

Marcelo de Paulo durante filmagem
de documentário em MS 
(Foto: Divulgação)
O documentarista carioca Marcelo de Paula há mais de duas décadas mantém intensa relação com as regiões Centro-Oeste e Norte. Desde a adolescência, quando percorreu, pela primeira vez , parte dessas áreas , percebeu, em vários pontos, as riquezas naturais, humanas, históricas e culturais. Quando passou a ser produtor de audiovisual não teve como fugir de temas envolvendo os locais que conheceu.

Um dos exemplos é “Karajá – o filme” (2006), que registra o seu reencontro com integrantes da tribo Karajás, que vive em áreas de Mato Grosso, Goiás e Tocantins, com quem convivera por seis meses em 1991. Outro exemplo é a série que produziu para TV por assinatura “Pantanal – patrimônio natural mundial”, que, em 14 capítulos, cada um com 24 minutos, destacou aspectos desse território.

SANTUÁRIO ECOLÓGICO

Agora, Marcelo quer retornar à região para mostrar mais elementos do santuário ecológico. A nova produção, que começa a ser filmada até o fim do mês, é uma parceria entre a produtora de Marcelo, Código Solar, e o canal Cine Brasil TV, com perspectivas de exibição até o fim do ano.

“O projeto está sendo feito a partir daquele cota que garante espaço nas tvs por assinaturas para realizações nacionais, mas não tem qualquer recurso de fundo setorial. Nesse sentido, é totalmente independente”, explica o diretor.

A nova produção foi batizada de “Pantanais do Pantanal e buscará apresentar amplo painel da realidade pantaneira. “Muita gente acha que Pantanal é uma coisa somente. Mostraremos, ao longo de 14 capítulos, as suas 13 subregiões, incluindo a parte que compreende o Paraguai e à Bolívia”, destaca o diretor. 

Em 45 dias, ele quer percorrer, junto com a mulher, Carla Mendes, e filha, Morgana, as regiões de Nabileque, Paiaguás, Nhecolândia, Abobral, Aquidauana, Miranda, Porto Murtinho, Cáceres, Poconé e Barão do Melgaço.

O primeiro local a ser visitado é Porto Murtinho. 

“Nesta etapa, queremos destacar fases econômicas que passaram o local com a exploração comercial da erva-mate, tanino e charque. Também mostraremos o aspecto natural, que é muito importante”, explica.

Marcelo diz utilizará mão-de-obra técnica de cada local. “Colocamos na prática essa ideia de fomentar a formação de pessoal para trabalhar com audiovisual. Em cada projeto, sempre abrimos espaço para repassar informações nos locais onde percorremos. No caso desse novo projeto, isso acontecerá também, já fizemos os contatos necessários para o auxílio em cada parada”. 

Marcelo, além do trabalho sobre o Pantanal, também conta com produções sobre Bonito, Marinha Brasileira, conflitos militares europeus, expedições científicas, viagens de aventura e outros.

Correio do Estado

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