Campo Grande, Mato Grosso do Sul

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SEMENTES SERTÃO

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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Brasil e Alemanha firmam acordos de urbanização e meio ambiente

O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e a ministra do Meio Ambiente, da Proteção da Natureza, Construção e Segurança Nuclear da Alemanha, Barbara Hendricks, assinaram hoje (20) termos de cooperação na área de saneamento, aproveitamento energético e gestão de resíduos sólidos. De acordo o ministro, alguns projetos já estão em andamento, fruto da cooperação já existente entre os dois países.

Kassab destacou que os acordos são muito mais de transferência e troca de conhecimento do que de investimentos de recursos. “Não são recursos expressivos, porque são para estudos. […] Eles [os alemães] são muito mais avançados em tecnologia”, disse. Como exemplo, citou as incorporações nos projetos do Minha Casa, Minha Vida em termos de política de sustentabilidade. Segundo ele, o primeiro projeto de casas com essas incorporações será construído no Rio de Janeiro.

A cooperação técnica Brasil e Alemanha na área de gestão de resíduos sólidos urbanos foi assunto entre os dois ministros. “Buscamos desenvolver capacidade nas diferentes esferas de governo e nos setores, de modo a aproveitar o potencial de redução da emissão de gases de estufa por variadas medidas, entre elas a promoção da adequada gestão municipal de resíduos, o fomento à reutilização, reciclagem e tratamento de diferentes frações, a eficiência energética nos sistemas municipais e a destinação final adequada dos resíduos”, afirmou Kassab.

Durante a reunião, também foi discutido o projeto de aproveitamento energético de biogás no Brasil, o Probiogás, com expressiva cooperação da Alemanha, e a questão da eficiência energética nos sistemas de abastecimento de água, em especial nas cidades.

O ministro das Cidades lembrou o início de um entendimento para gestão do lodo gerado no tratamento de resíduos sanitários, que deve resultar em novo convênio entre Brasil e Alemanha. Também foi criado um grupo de trabalho para identificar políticas públicas eficientes na gestão e planejamento de cidades.

Na questão da mobilidade urbana, ficou definido um aprofundamento na parceria para aprimorar as condições estruturais que possibilitem o aumento da eficiência energética no setor, “apoiando instituições nacionais que visem fazer esse levantamento e, com isso, padronizar e contribuir para redução da emissão de gases de efeito estufa”, acrescentou Kassab.

Após o encontro com Hendricks, Kassab se reuniu com o ministro de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha, Gerhard Müller, para tratar do apoio logístico e econômico que pode ser disponibilizado pela Alemanha para as parcerias.

EBC

Incêndio atinge três hectares de área de preservação ambiental



Um incêndio atingiu uma reserva ambiental na tarde deste domingo(23), no Parque dos Poderes, em Campo Grande. O fogo avançou sobre três hectares da área, que fica bem em frente a Secretaria Estadual de Administração, mas foi controlado pelo Corpo de Bombeiros.

Fogo atingiu área de três hectares. (Foto: Vanessa Tamires)
Conforme o sargento Silvio Lucas, os Bombeiros utilizaram abafadores e uma bomba costal para conter as chamas, e em 20 minutos o fogo foi controlado. As causas do incêndio não foram identificadas.

No local vivem várias espécies de animais silvestres, mas felizmente, nenhum foi encontrado morto ou ferido por conta das chamas e calor.

Campo Grande News



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Brasileiro clica marlim azul atacando corrida das sardinhas na África do Sul

Fenômeno marinho ocorre quando corrente fria 'empurra' milhões de peixes.Fotógrafo precisou de 35 dias para ter boas condições para o mergulho.



(Foto: Daniel Botelho)

Com uma carreira de 10 anos de mergulho e fotografia ao lado de grandes animais marinhos, o fotógrafo brasileiro Daniel Botelho conseguiu registrar um acontecimento daqueles em que é preciso estar no lugar certo e na hora certa. Na África do Sul, ele clicou uma bola de sardinhas, parte da corrida das sardinhas, atraindo diversos predadores, entre eles um marlim azul, que raramente é visto em ação predatória.

O fotógrafo brasileiro Daniel Botelho viajou pela África do Sul
rebocando um bote para clicar a corrida das sardinhas
(Foto: Ane Calixto/ Arquivo pessoal)
A corrida das sardinhas é um dos maiores fenômenos marinhos e ocorre na costa da África do Sul entre maio e julho, quando uma corrente marítima fria vinda do sul “empurra” milhões de sardinhas para perto da costa. Fotografar a migração dos cardumes depende de sorte para contar com alguns fatores, como um bom clima, o mar calmo e uma boa visibilidade debaixo d’água.

Para Daniel conseguir ficar três horas ao lado do cardume de milhares sardinhas, foram precisos 35 dias e uma operação terrestre, marítima e aérea. A expedição de Daniel saiu da Cidade do Cabo, cruzou a costa do sul do país para East London, passou pela região de Transkaai, e terminou no vilarejo de Ndumbi, onde, depois de três semanas de saídas para o mar, encontrou as boas condições para o clique. A expedição se deslocava rebocando um bote de acordo com o que um avião que sobrevoava o mar reportava sobre as condições para o mergulho.

“As esperanças já estavam baixas quando de repente vimos um grupo grande de cerca de 300 mergulhões do cabo mergulhando na água. Para nós, mergulhadores, eles são o maior sinal de que existe algum tipo de movimento abaixo daquela superfície”, conta Daniel Botelho.

A cerca de 15 metros abaixo da superfície do mar, o fotógrafo encontrou uma bola de sardinhas de cerca de 8 metros de diâmetro sendo disputada por outro predadores além dos mergulhões, como golfinhos, atuns e um marlim azul.

O golfinho é o personagem principal dessa história abaixo do mar. Ele solta bolhas de ar para brecar as sardinhas. As bolhas cercam os peixes, que se aglomeram em um círculo, alvo do ataque dos predadores.

Das três horas de baixo da água, Daniel conviveu cinco minutos com o grande peixe marlim azul, que raramente é visto atacando outros peixes. Na região, pescadores, biólogos e engenheiros de pesca lhe disseram que nunca tinha-se fotografado o animal em ação.

“Quando se passa uma hora nessa bola pode-se dar pulos de alegria. Eu consegui ficar 3 horas e ainda tive essa cereja no bolo que foi esse marlim azul. Prendi um pouco a respiração, porque as bolhas afugentam os animais, e fiquei estático, tentando ficar imperceptível mediante aquela ação”, diz Daniel Botelho.

Avistar a corrida das sardinhas era mais comum no passado, quando os cardumes chegavam a 40 quilômetros e podiam ser vistos do espaço. “Ano após ano tem se tornado cada vez mais escasso esse cardume. Alguns dizem que é o aquecimento global, a mudança climática, até a sobrepesca dessas sardinhas na região. Não sei o que gera [a escassez], mas muito provavelmente nos próximos 10 anos não vai ser mais possível observar”, lamenta o fotógrafo.


(Foto: Daniel Botelho)

(Foto: Daniel Botelho)

(Foto: Daniel Botelho)

(Foto: Daniel Botelho)

(Foto: Daniel Botelho)




G1

MS: PMA leva educação ambiental à escola rural às margens do rio Paraguai Leia mais em: http://www.diariodigital.com.br/geral/pma-leva-educacao-ambiental-a-escola-rural-as-margens-do-rio/133752/

Atividades trataram de assuntos como pesca predatória e desmatamentos

(Foto: Reprodução/PMA)

Policiais Militares Ambientais de Corumbá (MS) realizaram nesta sexta-feira e sábado trabalho preventivo de educação ambiental em escola rural no Pantanal. Foi atendida a escola rural Jatobazinho, no instituto AKAIA, à margem do rio Paraguai, a 100 km da cidade de Corumbá. Foram atendidos 51 alunos de 2º ao 5º ano. As atividades educativas trataram de assuntos como a pesca predatória, importância da vegetação, problemas relativos aos desmatamentos, resíduos sólidos, fauna, recursos hídricos, entre outros temas. Os trabalhos visam ainda a demonstrar a importância da conservação ambiental, como forma de gerar e manter qualidade de vida ao ser humano.

Diário Digital





RO: Em estado de emergência ambiental, Porto Velho lança campanha para reduzir queimadas

Secretaria Municipal de Meio Ambiente anunciou estado de emergência ambiental devido ao alto índice de queimadas urbanas e florestais

Porto Velho aposta em campanhas educativas para reduzir índice de queimadas.
(Foto: Divulgação/MMA)

As informações foram passadas pelo secretário Edjales Benício, da Sema, no lançamento de mais uma campanha educativa iniciada na última quarta-feira (5), com a realização de um pit stop no cruzamento da avenida Jorge Teixeira com a Carlos Gomes. “Tivemos que intensificar o trabalho de educação ambiental, focando a campanha nas queimadas urbanas, porque a tendência, pelo que se observa, é que a situação fique igual ou pior que dois mil e dez que foi um ano muito crítico com relação a essa questão das queimadas”, disse o secretário. 

Denúncias

Números da Secretaria Municipal de Meio Ambiente mostram que em 2014 o primeiro semestre fechou com 160 denúncias de queimadas urbanas. Neste ano, até julho, foram registradas 304 denúncias, praticamente o dobro do ano passado. Com relação aos incêndios florestais, o secretário da Sema afirma que a situação também não é diferente. Porto Velho já lidera os locais com maior incidência de focos de calor, segundo os dados do Ministério do Meio Ambiente, do Ibama e da Sedam. 

Para reverter esse quadro, a prefeitura trabalha em três frentes. A primeira é a intensificação da fiscalização ambiental, que passa a ser de segunda a domingo, das 8h às 20h. A segunda é a intensificação do trabalho de educação ambiental que envolve ainda a Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (Semtran), a Secretaria Municipal de Educação (Semed), o Batalhão Ambiental da Polícia Militar e usina de Jirau que forneceu o material gráfico e as camisas da campanha. “A terceira frente é a possibilidade da contratação de, pelo menos, trinta brigadistas para ajudar o Corpo de Bambeiros no combate aos incêndios. A intenção é que eles sejam contratados em agosto e setembro, período que são registrados os maiores índices de queimadas urbanas, por causa das condições climáticas”, informou. 

Campanha

De acordo com o calendário da Sema, os pit stops ocorrerão todas as quartas-feiras em locais diferentes da cidade. A da próxima semana deverá ocorrer na Zona Leste. Além dos pit stops, a campanha terá ainda material de apoio como fólderes, cartazes e peças publicitárias alertando a população para o problema.

O chefe da Divisão de Educação Ambiental da Sema, Estênio Rodrigues Mota, lembrou que na maioria das vezes as queimadas iniciam com um ato que a primeira vista não apresenta perigo nenhum, que é a queimada do lixo acumulado no quintal das casas. “Isso já é cultural na cidade, mas é um ato que gera muitas consequências como, por exemplo, o aumento dos casos de doenças respiratórios principalmente em crianças e idosos. E queimar lixo no quintal é crime ambiental passível de punição. Por isso pedidos que as pessoas evitam esse problema destinando o lixo ao um local adequado em vez de queimá-lo”, alertou.

Estado de Emergência

O Estado de Emergência é uma situação crítica ou acontecimento perigoso e fortuito, que pode ocorrer em diferentes níveis de importância. Em diversos contextos, as emergências ambientais podem colocar em risco as vidas humanas, o meio ambiente, a saúde pública, os bens vulneráveis e as atividades sociais e econômicas, sendo que uma resposta rápida a estes eventos indesejados pode ser um fator muito relevante para a redução dos impactos potenciais.

A emergência ambiental decorre de queimadas fora de controle, de um acidente ou a iminência de ocorrência de acidente com danos ambientais oriundas de atividades industriais, minerárias, de transporte de produtos e resíduos perigosos e infraestrutura envolvendo produtos químicos perigosos.

Portal Amazônia

Estudante da UnB desenvolve aplicativo com apoio da Universidade de Harvard



A estudante de Comunicação Jéssica Behrens, 23 anos, teve uma ideia empreendedora que começou com um exercício de desapego. Jéssica decidiu se desfazer de um pertence por dia ao longo de um ano, seguindo uma sugestão encontrada na internet. A ideia era viver com o mínimo necessário. As dificuldades para pôr em prática essa filosofia de vida fizeram a estudante, que está prestes a se formar pela Universidade de Brasília (UnB), perceber um mercado a ser explorado e lançar uma empresa com apoio da Universidade de Harvard.

“Percebi que não conseguia encontrar gente de forma rápida para ficar com minhas coisas. E eram coisas legais, não podiam ir para o lixo. Aí eu percebi que não existia uma forma rápida e fácil de conectar minhas coisas às pessoas que estavam precisando delas. Um dia tive um insight. Pensei: 'e se existisse um Tinder para produtos?'”, conta, referindo-se ao aplicativo de paquera online. No Tinder, o usuário visualiza fotos de outros interessados em se relacionar e seleciona potenciais parceiros. No Tradr, o aplicativo criado por Jéssica, as imagens são de produtos à venda.

A ideia começou a virar realidade quando ela comentou o assunto com um amigo. “Ele se formou em Harvard. Achou a ideia muito legal e me colocou em contato com pessoas que ele conhecia que desenvolviam startups (em tradução livre, começar algo, normalmente uma empresa, a partir de uma ideia inovadora). Duas pessoas largaram projetos que estavam fazendo para participar desse. A gente passou por um processo seletivo e foi aceito no Laboratório de Inovação de Harvard”, recorda Jéssica, que viajou para os Estados Unidos. A universidade cedeu a infraestrutura, e o grupo conseguiu patrocínio de um pequeno investidor.

Segundo Jéssica, dois fatores foram determinantes para que a universidade norte-americana considerasse o projeto inovador e decidisse apoiá-lo. “Primeiro, porque a gente desenvolveu um algoritmo que, conforme a pessoa usa o aplicativo, registra as coisas que ela gosta e mostra cada vez mais produtos daquele tipo. Também porque consideraram que ele [o aplicativo] fomenta a economia colaborativa. É uma forma de conectar as pessoas, ver o que alguém está vendendo a 50 metros de você. Isso cria um espírito de comunidade, estimula a comprar e vender localmente. E é bom para o meio ambiente, pois você está deixando de consumir coisas novas”, explica a estudante.

Jéssica ressalta que o aplicativo pode ser, também, uma plataforma para quem tem interesse em empreender. “A gente abre um espaço para a economia marginal, como pessoas que produzem artesanato e não têm espaço para loja física ou rios de dinheiro para gastar com marketing digital”, comenta. A estudante explica que cuidou da parte de design, arquitetura da informação, marketing e comunicação no desenvolvimento do aplicativo. Seus colegas de projeto ficaram responsáveis pela programação, pelas finanças e pelo desenvolvimento de um algoritmo. Atualmente, o aplicativo, que está disponível há cerca de um mês em versão beta – versão para teste – tem 2,2 mil usuários.

O Tradr está disponível para download e, por enquanto, funciona apenas no sistema iOS, da Apple. A participação é gratuita e, de acordo com Jéssica, os desenvolvedores ainda estudam uma forma de monetização do aplicativo. A ideia é continuar não cobrando dos usuários comuns. “A gente estuda fornecer um serviço de inteligência de dados para quem quiser ter uma conta premium. Por exemplo, a pessoa está colocando à venda um sapato vermelho e outro branco e a gente consegue mostrar a ela estatísticas de qual dos dois tem mais aceitação”, exemplifica.

O professor do Departamento de Administração da UnB José Pinho, especialista em RH, marketing e estratégia empresarial, afirma que as possibilidades criadas por recursos como a internet e o surgimento das redes sociais ajudam o empreendedorismo, mas não são determinantes. “O desenvolvimento das comunicações ajuda porque abre muitas perspectivas. A pessoa vê as coisas acontecerem, percebe as necessidades. Mas isso não é determinante. Antes de haver internet, Thomas Jefferson tinha um monte de invenções. Cada uma, ele transformava em empresa. Simplesmente, agora, [a internet] estimula e evidencia as oportunidades”, ressalta.

Segundo Pinho, entre as características de quem tem perfil empreendedor estão capacidade de assumir riscos e pensamento a longo prazo. Para o professor, o ambiente no Brasil não é favorável para empreender.

“Vamos supor que você tem R$ 200 mil. Você vai entrar em um negócio, pagar 40% de imposto e sair com um lucro que vai representar mais ou menos 20% [do investimento], correndo risco? É preferível só aplicar e sair com todo o dinheiro e mais um pouco do outro lado. Aquele capitalismo de ter uma boa ideia, constituir empresa e crescer foi praticamente abolido pelo capitalismo financeiro”, comenta. Para ele, o maior problema para as empresas no país é a alta carga tributária.

EBC

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