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PSA do Pantanal em MS: Imasul e Semadesc regulamentam pagamento para produtores que preservam vegetação e mantêm brigadas

✓ Conteúdo Revisado & Verificado Fontes Científicas e Órgãos Ambientais Oficiais
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Vista aérea de fazenda pantaneira em Mato Grosso do Sul com áreas de pastagem sustentável e matas ciliares nativas preservadas.


O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), publicou as diretrizes executivas que operacionalizam o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Bioma Pantanal. A medida estabelece uma remuneração financeira direta aos proprietários rurais e comunidades tradicionais que comprovarem a manutenção de áreas com vegetação nativa excedente às exigências legais e a implementação de infraestrutura de combate a incêndios florestais.

A iniciativa é ancorada na Lei do Pantanal e abastecida com dezenas de milhões de reais oriundos do Fundo Estadual de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Pantanal (Fundo Clima Pantanal). Para ter acesso aos pagamentos, o produtor precisa estar com a situação rigorosamente regularizada no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e comprovar a inexistência de infrações ambientais recentes por meio do Sistema Imasul de Registros e Informações Estratégicas do Meio Ambiente (Siriema).

Como funciona a pontuação e os eixos de remuneração

A validação das propriedades inscritas não se limita à posse formal da terra. A equipe técnica do Imasul pontua cada imóvel com base no cruzamento de imagens de satélite multiespectrais de alta resolução, no histórico de conservação e no grau de integridade dos corpos hídricos locais.

Além da conservação florestal pura, o governo estadual estruturou o subprograma PSA Brigadas, desenhado para financiar e remunerar fazendas pantaneiras que mantêm equipes capacitadas de primeiro combate a focos de calor, equipadas com reservatórios móveis e aceiros preventivos alinhados ao Manejo Integrado do Fogo (MIF).

Modalidade do PSA Pantanal Exigência Principal Documentação Obrigatória Mecanismo de Checagem
PSA Conservação & Carbono Vegetação nativa preservada além da Reserva Legal mínima CAR ativo + Certidão Negativa no Siriema Georreferenciamento e laudo técnico Imasul
PSA Brigadas Rurais Brigada treinada e plano de contingência homologado Certificado de treinamento e inventário de EPIs Vistoria conjunta da Defesa Civil e Bombeiros
PSA Áreas Úmidas e Nascentes Proteção integral de vazantes, corixos e matas ciliares Registro hidrológico e outorga na Semadesc Sensoriamento remoto com satélite Sentinel-2

Impacto direto na pecuária pantaneira tradicional

Historicamente, o modelo extensivo da pecuária no Pantanal conviveu com os ciclos naturais de inundação e estiagem sem recorrer ao desmatamento em larga escala. No entanto, os custos financeiros crescentes para manter a infraestrutura de conservação vinham sobrecarregando o caixa dos produtores rurais, agravados pelos episódios severos de estiagem registrados na Bacia do Alto Paraguai.

Com o início dos desembolsos do PSA, o ecossistema preservado deixa de ser um peso exclusivo no balanço contábil da fazenda e passa a atuar como uma linha de receita recorrente para o produtor pantaneiro que protege a biodiversidade.

💡 Entenda Mais

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Próximos passos e prazos de adesão

Os editais públicos de chamada para adesão ao programa já estão acessíveis no portal do Imasul. Os termos de compromisso terão vigência plurianual, com desembolsos atrelados a auditorias periódicas que verificarão a ausência de intervenções não autorizadas na vegetação nativa ou ocorrências intencionais de queimadas.

Para os pecuaristas e sindicatos rurais dos municípios de Corumbá, Aquidauana, Porto Murtinho e Miranda, a orientação técnica inicial é a conferência prévia da certidão ambiental no Siriema antes da submissão dos memoriais descritivos ao comitê gestor do Fundo Clima.





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Redação Revista Ambiente Global

Jornalismo socioambiental independente e especializado, comprometido com a divulgação de dados precisos, sustentabilidade, ESG, transição energética e conservação dos biomas globais.

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