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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Morte de gado pela seca dá prejuízo de R$ 250 mil, diz produtor em MS

Chuva na região do pantanal não foi suficiente para melhorar pasto.
Como alternativa, engenheiro agrônomo sugere suplementação para o gado.

Reprodução TV Morena

Produtores rurais de Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande, estão preocupados com a morte de bovinos por causa da seca e da falta de pasto na região do Pantanal. A última chuva caiu sobre a região há uma semana, mas o volume de água não foi suficiente para melhorar a qualidade do pasto nas propriedades das áreas mais altas.
A estiagem continua trazendo prejuízos. José Ernesto Froehner tem propriedades no Pantanal e teve de tirar os animais de uma área que foi alagada três meses atrás. O problema agora é outro: com a seca, quase não restam áreas de pasto e o produtor já perdeu mais de 180 animais. "Esse prejuízo só vai afetar daqui a dois anos. Hoje, se fizer relação entre custo e prejuízo, já está em R$ 250 mil. Mas vai ser bem mais porque reflete no ano que vem", conta o produtor.
Muitas vezes estão perdendo peso em consequência de uma travessia cansativa das áreas alagadas para a região seca. Situação que se repete todos os anos. "A região inteira está nessa dificuldade. Quando é cheia, o Pantanal morre, e na seca também", diz o capataz Ederson Araújo de Souza.
O que tem intrigado peões e produtores é a morte de animais que apresentam boa condição corporal. Na fazenda de José Ernesto, pelo menos cinco novilhas gordas e que pareciam saudáveis, morreram nos últimos dias.
Com quase nenhum pasto disponível, o gado acaba procurando qualquer vegetação seca para se alimentar. Em muitos casos, os animais comem ervas que podem causar intoxicação. Quando o animal está intoxicado, perde a força e morre, deitado, no meio do pasto. "É difícil de resolver o problema, a não ser quando o fazendeiro tem condições de identificar quais são essas ervas e fazer a limpeza. O que ele pode fazer é retirar os animais dessas áreas", diz o engenheiro agrônomo José Aníbal Comastre Filho, da Embrapa Pantanal.
A indicação do especialista para minimizar o problema é investir na suplementação. Se há capim seco disponível na propriedade, pode-se oferecer sal mineral proteinado para o rebanho.
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