Campo Grande, Mato Grosso do Sul

Destaque

Palestra Sustentabilidade Regional realizada 24 de maio em Maracaju, MS

Alcir Muller, diretor e presidente da Revista Ambiente Global A equipe Ambiente Global agradece as autoridades que se fizeram presente ...

Jaburu Distribuidora

Jaburu Distribuidora

Rei das Latas

Rei das Latas

Redes Sociais

Fazenda Beira Rio

Fazenda Beira Rio

Samania Agropecuária

Samania Agropecuária

Doces Gotas de Mel

Doces Gotas de Mel

Publicidade

.

.
SEMENTES SERTÃO

Você bilíngue

Publicidade II

Ads

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Trio se arrepende de vídeo com sucuri, mas é multado pela Polícia Ambiental

A PMA (Polícia Militar Ambiental) multou, no início da tarde de hoje, o trio que perseguiu uma sucuri e filmou toda a ação no Rio Santa Maria, em Maracaju, a 160 quilômetros de Campo Grande. A multa aplicada foi de R$ 1,5 mil para cada um dos três envolvidos na situação, que vão sofrer, ainda, processo por crime ambiental, segundo informou o advogado do grupo.


Diante da autuação, as três pessoas poderão recorrer administrativamente ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), que define o valor final. O processo criminal corre na Polícia Civil, que conforme a PMA informou, neste caso analisará o vídeo. A pena prevista pode chegar a um ano e meio de detenção, normalmente convertido em prestação de serviços à comunidade.

De acordo com a legislação, é crime matar, caçar, apanhar ou perseguir espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. O major da PMA, Edmilson Queiroz, afirma que casos desse tipo servem de alerta para que a população perceba que é crime mexer com animais dessa forma. 

Sem maldade - Para o advogado responsável pela defesa dos envolvidos, Amilton Ferreira de Almeida, não houve crime. "As imagens mostram que eles não tiveram intenção de praticar crime. Para ser crime, tem que haver a vontade livre e consciente da conduta criminosa", defende.

"Eles queriam mostrar como é a natureza, mostrar para todos como é o comportamento do animal, mas não tiveram maldade. Houve culpa, sim, negligência e imprudência, mas não dolo", completa. Segundo o advogado, o trio está muito arrependido porque eles não tinham ideia de que o vídeo geraria tal repercussão. "Eles queriam que dessem repercussão positiva, mas não negativa", afirma.

Segundo o major, em janeiro do ano passado três homens foram multados e autuados em um caso parecido, quando também perseguiram animal silvestre e registraram em vídeo.

Para o major, atitudes assim são imprudentes e desnecessárias. "Lugar de bicho é quieto no lugar dele, e lugar de ser humano é quieto no lugar dele, cada um exercendo seu papel na natureza", afirma. "Mesmo que o juiz não dê uma pena pesada ao casal, mesmo que decida por uma pena alternativa, isso deve servir para que as pessoas não exponham animais a isso como se fosse uma coisa bonita. Essa é uma atitude desnecessária, é desnecessário tentar se promover à custa do animal", finaliza.


Ontem, o Campo Grande News conversou com duas pessoas que estavam no barco, uma mulher identificada como Sirlei Oliveira, e Rodrigo de Miranda Santos, que chegou, durante o vídeo, a segurar o rabo da cobra e impedi-la de seguir o curso no rio. O animal estava com a barriga cheia, por ter comido, segundo o grupo, uma capivara. Estava no barco, ainda, o marido de Sirlei, identificado como Betinho Borges.

Caso - O vídeo foi publicado na rede social Facebook e divulgado na noite de terça-feira. As imagens mostram as três pessoas perseguindo uma cobra sucuri de cinco metros, aproximadamente, no último domingo (14). O vídeo foi postado na página de Sirlei e de Betinho, mas foi removido logo depois que foi feito contato pela reportagem.

Apesar disso, o vídeo continua circulando pelas redes sociais. Em uma das publicações, feita ontem pela manhã, o número de compartilhamentos já ultrapassava 18 mil.

Campo Grande News
Postar um comentário

Publicidade II