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segunda-feira, 4 de junho de 2012


Brasileiro recebe prêmio Campeões da Terra


Fábio Barbosa, campeão da terra em visão empresarial

É o reconhecimento da ONU de ações pioneiras e inovadoras pela sustentabilidade do planeta. Nesta terça-feira, a entidade comemora no Brasil, pela primeira vez, o Dia Internacional do Meio Ambiente.

Letícia Verdi

Em cerimônia no Hotel Copacabana Palace, no Rio, nesta segunda-feira (04/06), Fabio Barbosa, atual presidente da Editora Abril e ex-presidente do Banco Real/Santander, foi reconhecido pela sua atuação no setor privado, com o prêmio Campões da Terra, da Organização das Nações Unidas (ONU). "Estou muito feliz que temos um brasileiro entre os premiados que fazem da sustentabilidade algo concreto", comemorou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. "É muito importante para nós, não só porque estamos sediando a Rio+20. Eu estou realmente convencida de que temos a possibilidade de mudar".

Segundo o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, o trabalho desenvolvido por Barbosa, ao trazer as considerações ambientais para análise do risco nas atividades bancárias, representa a mudança capaz de tornar o mundo empresarial parte da solução e não do problema. "Trouxemos consciência ao mundo empresarial", disse o premiado. "Se o banco vai dar um empréstimo, ele tem que saber o impacto ambiental que o empreendimento terá".

Para completar, Barbosa fez um chamado e incentivou a todos a fazerem o que está ao seu alcance. "Minha geração deixou filhos melhores para o mundo. Se você quer fazer qualquer coisa pelo meio ambiente, você pode fazer a sua parte", afirmou. "É a demanda da sociedade que vai mudar o mundo".

OUTROS LAUREADOS

Além de Fabio Barbosa, foram premiados o Presidente da República da Mongólia, Tsakhia Elbegdorj; o cientista social holandês Sander Van der Leeuw; o conservacionista queniano da tribo masai Samson Parashina; o aeronauta suiço Bertrand Piccard; e o sultão Ahmed Al Jaber. Cada um receberá U$ 40 mil por suas histórias de vida dedicadas à inovação, à liderança, e ao espírito empreendedor nas empresas, no governo ou nas comunidades. "A liderança não é apenas licença para participar de cúpulas, é ter coragem, liderar mesmo quando é difícil, quando você não vai ser aplaudido", reforçou Steiner. "Algumas das maiores mudanças do nosso mundo não vieram do topo".

Confira a lista dos premiados:

Liderança política - Presidente da República da Mongólia, Tsakhia Elbegdorj, por cumprir promessas que colocam o meio ambiente como peça fundamental em políticas públicas. "Eu nasci numa família de pastores e mais de 40% da nossa população é pastoral. Meu amor pelo meio ambiente nasceu comigo. Como limpar tudo depois que você passa e não agredir a natureza. Isso me foi ensinado pela minha mãe e pelo meu pai".

Visão empresarial – Fábio Barbosa (Brasil), por seus esforços em sustentabilidade nos negócios. Divide o prêmio com o sultão Ahmed Al Jaber (Emirados Árabes Unidos), que dirige centro universitário de referência em novas tecnologias para a economia verde, incentivando o uso de energias renováveis e tecnologias limpas.

Inspiração e ação – Bertrand Piccard (Suíça), por despertar a consciência global sobre as possibilidades de um transporte movido a energia renovável. Ele não estava presente na cerimônia no Rio de Janeiro por estar em Barcelona esperando o bom tempo para decolar com um avião alimentado a energia solar. Foi o primeiro homem a atravessar o mundo em um balão sem escalas.

Ciência e inovação – Sander Van der Leeuw (Holanda), arqueólogo, por sua pesquisa que aplica lições aprendidas com povos históricos do oriente médio para entender a humanidade atual que destrói o meio ambiente. "Sou um cientista social. Observo por um lado a inovação tecnológica e, por outro, a ação coletiva que plante na cabeça de todos opções pela sustentabilidade".

Iniciativas populares/Categoria Especial - Samson Parashina (Quênia). O guerreiro masai e líder comunitário liderou a comunidade pela conservação do ecossistema queniano e sem deixar de lado o desenvolvimento econômico. "Tento fazer uma ponte entre a comunidade e o mundo. Para mim é uma honra estar aqui, tão longe".
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