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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Parceria possibilita reestruturação da piscicultura nas aldeias


Reunião discutiu projeto que será encaminhado
nos próximos dias para aprovação do comitê 
gestor da Carteira Indígena - Assecom
 
Um projeto do Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai permitir em parceria com a Prefeitura de Dourados, Governo do Estado, Funai e ainda o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a reestruturação da piscicultura nas aldeias de Dourados. Uma reunião entre os representantes de todos esses segmentos, incluindo o secretário de Agricultura e Comércio do município, Maurício Peralta e o secretário nacional de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Egon Krakhecke, discutiu esse projeto que será encaminhado nos próximos dias para aprovação do comitê gestor da Carteira Indígena.

Como parte fundamental do projeto, foi desenvolvido um estudo técnico do que existe hoje nas aldeias dentro dessa área e apresentado o diagnóstico com o potencial dos tanques disponíveis em toda a Reserva Indígena. Esse trabalho foi realizado pelo professor e biólogo, Antonio José Teodoro, que está elaborando um relatório detalhado referente a estrutura e o que precisa ser readequado para que a produção possa ser retomada. Além disso, os representantes dos setores citados admitiram que a própria organização da comunidade que irá participar do projeto deverá ser rediscutida.

Egon explicou que algumas falhas foram cometidas durante a implantação do projeto em anos anteriores e esses erros deverão ser corrigidos a partir de agora, para que os efeitos sejam satisfatórios. Na verdade, conforme relatos dos próprios indígenas, o que ocorreu é que cada proprietário das terras onde foram implantados tanques de piscicultura se sentiam os donos daqueles tanques, enquanto que o projeto era para todo um grupo familiar se beneficiar. Diante disso começaram a surgir divergências e o investimento não apresentou os resultados esperados, ou seja, não beneficiou quem deveria.

Na reunião os participantes admitiram que o sistema de organização desses grupos familiares e a forma como o projeto será executado, deverão passar por uma reavaliação. O mesmo no entendimento deles, deverá acontecer com os executores, no caso os órgãos que irão dirigir esses trabalhos. O secretário Maurício Peralta disse que por ser um investimento que vai envolver os governos municipal, estadual e federal é necessário que haja realmente um trabalho de parceria. “Para que possamos exigir organização entre os indígenas é preciso que também estejamos organizados”, destacou Peralta.

Pelos dados levantados nos estudos técnicos, o projeto de piscicultura implantado na administração anterior está desativado em mais de 90 por cento. Foram detectados vários problemas como deficiência de abastecimento e escoamento, irregularidades na construção dos tanques e a invasão de plantas não compatíveis para a criação de peixes. Foram registrados 14 tanques na aldeia Bororó e 21 na Jaguapirú, com um total de 35 em toda a reserva, além de duas represas. A maioria de acordo com o diagnóstico, precisa ser reestruturada para que o projeto seja executado.

Krakhecke informou que a intenção é reimplantar esse projeto já no início do próximo ano, aproveitando ao máximo toda a estrutura existente e melhorando ás condições de produção. Ele entende que a partir desse esforço conjunto, essa iniciativa tem tudo pra dar certo e vai proporcionar até mesmo uma fonte de renda aos indígenas.

Para o prefeito Ari Artuzi que sempre esteve atento aos problemas que envolvem os índios, esse projeto vem tornar concretas as propostas contidas em suas metas de trabalho e reafirmar os compromissos com a comunidade indígena
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