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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Desmatamento no MT cresce e acirra disputa sobre Código Florestal

Dados divulgados por dois órgãos diferentes nas últimas 24 horas apontam que o desmatamento da floresta amazônica, especialmente no Mato Grosso, cresceu abruptamente nos últimos meses.


Ministra criou gabinete de crise para
apurar aumento do desmatamento
O Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) divulgou nesta quarta-feira a informação de que o desmatamento no Estado aumentou 43% entre agosto de 2010 e abril de 2011.

O crescimento já havia sido sinalizado na véspera pelo Imazon, que detectou que o desmatamento no Mato Grosso atingiu 243 km² no mês de abril, um aumento de 537% em relação ao mesmo mês de 2010, quando a área atingida somou 38 km².
Durante a divulgação dos dados do Inpe, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, qualificou esse pico de desmatamento de "atípico" e "assustador". Segundo ela, ainda não se sabe quais as causas do aumento, por isso não é possível associá-lo à expectativa pela votação do novo Código Florestal. Ela determinou a criação de um gabinete de crise para apurar os motivos do crescimento do desmate.
Especialistas, no entanto, afirmam que esse aumento está, sim, relacionado às incertezas geradas pela votação do novo código, que foi remarcada para a semana que vem, após vários adiamentos.
"Não há dúvidas de que (o aumento) tenha ocorrido porque as pessoas estejam antecipando o novo Código Florestal", disse à BBC Brasil o biólogo Philip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que é atrelado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
"Há algum tempo, já se comenta sobre esse afrouxamento que pode ocorrer. E mesmo se essa liberação não acontecer, eles (os desmatadores) já presumem que vai haver anistia. Aliás, é isso que vem acontecendo há 500 anos."
Fearnside faz referência a um dos pontos mais polêmicos da reforma do código proposta pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), que prevê a suspensão de multas aplicadas a proprietários rurais que desmataram até julho de 2008.
'Mudança do jogo'
Para Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon, não há outra explicação possível para o aumento do desmate.
"Uma alteração no preço (das commodities) não causaria uma explosão dessas. Foi a mudança na regra do jogo, favorecendo o desmatamento", diz.
"Porque, especialmente no Mato Grosso, a expectativa é a de que vai haver flexibilização das regras de coibir e punir o desmate", afirma Veríssimo. "Enquanto isso não ocorre, eles aproveitam para desmatar."
O pesquisador do Imazon acrescenta que, no Estado, o ímpeto pelo desmatamento é maior já há algum tempo, já que a região abriga o maior rebanho bovino do país e é um grande produtor de soja e algodão.
A ministra fez um alerta aos desmatadores: ''Quem tiver apostando no desmatamento para abrir novos pastos, vai ter o boi apreendido e doado para o Programa Fome Zero''. Segundo ela, o recado também é válido para quem está desmatando para aumentar a produção agrícola.
Além do Mato Grosso, o desmatamento cresceu 27% em toda a Amazônia entre agosto de 2010 e abril de 2011, de acordo com o Inpe.

Mariana Della Barba
Da BBC Brasil em São Paulo

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